sábado, 19 de julho de 2008

New adventures dos elefantinhos cor-de-rosa

BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL

Pipi estava em suas férias escolares do mês de dezembro, e como era de hábito, ele ia passar as férias com a sua família de Uberaba-MG.

Nosso herói tinha apenas 5 anos, era o mais novo dos primos e, conseqüentemente o mais chato. Certa noite ele resolveu dormir na casa de seus três primos: Garlos, Mestre e Espinha (na época).

Ao cair da noite os primos mais velhos já estavam prontos para mais uma emocionante noite de sono. Pipi foi se arrumar, e ao sair do banheiro com seu novo pijama se deparou com três garotos zoando, o motivo de tamanha zombaria? O pijama de Pipi, que era todo azul com pequenos desenhos de elefantinhos que variavam de bege para o cor-de-rosa.

_ Hahahaha, que boiolinha hein Pipi – disse Garlos – pijaminha de elefantinho cor-de-rosa.
_ Hahahaha – disse Espinha – parece um gayzinho!
_ Hahahaha - disse Mestre – isso aí Pipi, a vida imita o vídeo, garotos imitam os elefantinhos cor-de-rosa.

Pipi com água nos olhos começa a se irritar com os seus primos, pede para eles pararem, mas eles não param, continuam zoando cada vez mais, até que o esperado finalmente acontece, Pipi abre um berreiro e parte pra cima dos três primos. Os três que eram mais velhos e evidentemente mais fortes e rápidos ficavam fugindo de Pipi, mas continuavam a provoca-lo, algumas vezes eles até se deixavam atingir pelos golpes do enfurecido Pipi, mas eram golpes em vão, pois quanto mais o Pipi batia, mais graça tinha (isso ficou pornô).

Quando Pipi já estava totalmente desconsolado, deprimido e angustiado... Chegou a intervenção de sua tia (finalmente) que botou ordem no chiqueiro, mas Garlos pra variar um pouco não parava, ele era incontrolável e, para piorar tudo, Mestre e Espinha continuavam na sua sombra, mas nenhum dos dois era pior que o irmão caçula, Garlos.

Depois que pararam foram jogar super nintendo, uma fita de basquete, que Pipi pediu emprestada e nunca mais devolveu, mas isso é uma outra história.

Depois disso foram dormir, e na hora dos boa-noites Garlos solta a seguinte pérola:

_ Pipi, canta nana-neném pra todos os elefantinhos cor-de-rosa.
E aí começou tudo de novo, esse foi mais um caso de uma infância perdida e do começo de uma infundada vergonha de um garoto de ter tal pijama, que sua mãe sempre lhe obrigava a levar em suas viagens para Uberaba-MG.

5 comentários:

Carlos Filho disse...

HAhahahahaahha... Pra quem tava lá, não TEVE PREÇO! hahahahaahaha

Elefantinho cor-de-rosa, é? hehehehe
Nostalgias, nostalgias, a que te peço que vigias ( Nada a ver mesmo!)

Bruno Carvalho disse...

hahhahahahhahah! Muito boa mesmo! E olha que eu me lembro bem dessa história!

Valeu Pi! Muito massa mesmo!

Abraços!

Sessyllya disse...

Ô, coitadinho do Pipi... Parente é igual a serpente... haiuhaiuhaiahiahiau...

Ciro M. Costa disse...

Hahahahahahah!!! Boa, Pipi! "quanto mais o Pipi batia, mais graça tinha" ô loooko meu, hahahahahha!!!

Será que sua mãe te obrigava MESMO, hein? Desculpinha, rapaiz! Hahahhahahahaha!!!

Ótimo retorno ao blog!

jorge de marques disse...

Um típico caso de dissonância congnitiva na qual o ente menor e mais frágil se submete ao conceito homofóbico dos entes maiores e mais fortes. Que arquétipos sodômicos não foram implantados na mente deste rapaz? Ele nem tinha culpa de nada... CONSELHO SÁBIO: Crianças traumatizadas devem ficar longe desse texto.