segunda-feira, 21 de abril de 2008

O resgate X

Foram em direção ao centro, Binlamano já podia andar, mas ainda estava fraco, Fenol conversava com Binlamano e Helsing estava sério, sabia que a missão estava arruinada, eles estavam mortos, sem fuga e descobertos na ilha, não sobreviveriam muito tempo por lá, o ambiente não lhe passava confiança, a floresta sombria se fechando cada vez mais, logo abririam caminho entre as árvores, a névoa rasa debaixo de seus pés escondia qualquer armadilha que a ilha poderia abrigar e ainda tinham um companheiro sem forças para lutar, estavam perdidos.

_ Será que a princesa ainda está viva? – pergunta Fenol.
_ Tomara que esteja – limitou-se a dizer Helsing.
_ Você deixou de acreditar, né? – indaga Fenol.
_ Como disse? – surpreende-se Helsing.
_ Não há mais chamas em seus olhos – observa Fenol - você não nos passa mais a confiança que passava, é óbvio que você pensa que tudo está perdido.
_ Me desculpem por coloca-los nessa – sussurra Helsing – Sabia que era bastante arriscado, mas mesmo assim eu trouxe poucos homens, pois tive o pensamento de não chamar a atenção, fracassei como líder e como soldado, talvez eu não seja a peça importante que pensava ser.
_ Você é forte, é um líder – diz Binlamano – se não fosse por você eu estaria tendo uma vidinha bastante chata em Valkária agora, mas você nos deu uma aventura, e isso, já vale uma vida.

Ouvindo isso, Helsing sentiu-se um pouco mais aliviado em relação aos companheiros, sabia que eles não o abandonariam, mas ainda assim Helsing não se sentia no direito de deixá-los em perigo por uma causa que não era deles, nunca foi.

_ Vamos montar acampamento aqui, caminhamos muito hoje e já está escurecendo, amanhã cedo nós continuamos a caminhada, hoje é noite de lua cheia, portanto nós poderemos vigiar melhor.

Montaram acampamento, acenderam uma fogueira, comeram um pouco e tomaram um pouco da água que haviam salvado da viajem, e quando se preparavam para descansar eles começam a escutar passos, desembainham as suas espadas e para a surpresa do três eles encontram um homem com trajes esfarrapados e pés descalços.

_ Quem é você? – perguntou Helsing apontando a sua espada para o peito do homem.
_ Sou Fenrir – disse em tom desesperado, arfando muito – vim correndo do castelo que fica escondido nas montanhas.
_ Tome uma água – ofereceu Fenol – vai te fazer bem.
_ Obrigado disse e tomou de um só gole.

Fenrir bebeu a água, limpou a boca com a mão, olhou para os três e disse:
_ Só não disse que era prisioneiro, está na hora.

3 comentários:

Senhor Capitão disse...

Fenrir dos Cavaleiros do Zodíaco?

Carlos Filho disse...

Esse final ai não entendi muito bem não!!!

Ele não era prisioneiro e quem disse q era? HEHEHEHE
Só continuando pra ver!

Ciro M. Costa disse...

Também dei uma boiada aí!

Só continuando pra ver! (2)