sábado, 15 de setembro de 2007

Histórias macabras do Nada a Ver!

-Bom DIA! - Disse Claudia, Gerente de vendas da loja na qual eu estava em teste. Disse com aquela insuportável ênfase de vendedor alegre.

-Vamos vender? Vamos estourar a boca do balão hoje? - Continuou Claudia.
- VAMOOOS! - Disse todos em uníssono, menos eu que já estava puto com aquilo tudo. Deveria ter umas 20 pessoas naquela pequena sala.
- Vamos arrebentar? Hã? Vamos destruir a concorrência?
- Eeeeeeeeeeeeeee – Gritavam todos. Parecia um exercito indo pra uma batalha, mas aquela guerra com certeza não era minha.
- Vamos acabar com o estoque? Meu nome é Claudia e eu não desisto. Quem desiste aqui? – Aquilo estava me deixando fulo, já!
- Ninguéééémmm! Ueeeeeeeeebaaaaaa...ê...Ê...êbaaaaa. - Que, que era aquilo, Meu Deus?

De repente eu levantei a mão e disse – Ei, eu aqui desito! To fora!!!

- Não acredito pessoal.Temos um perdedor, um derrotado, uma fracassado aqui?
- Nóóóóóó... - Todos indignados.
- O que fazemos com perdedores?
- FORCA, FORCA, FORCAAAA....EEEEEEEEeeeeeEEEEE!

Eu já de saco cheio daquilo, e sabendo que a forca é um incentivo que a empresa dava para vendedores começar o dia como se já tivessem uma venda de 500 reais. Eu achando o povo mais selvagem que a tribo de índio Chava-laka do Brasil monarca, sai distribuindo pancada e falando palavras sem nexo até chegar próximo a tal de Claudia, que no momento me olhava estranhamente. Porque será?
Tomando o lugar dela segui com meu discurso. Contando com a ajuda de uma a barra de ferro na mão eu dizia.

- Vamos arrebentar? - E acertava um mais próximo. Vamos quebrar tudo, acertava a perna de outro.
Todos já se amontoavam na porta de saída, estava do jeito que eu queria.
A porta estava travada sendo aberta pelo botão eletrônico pelo Sr. Wilson que além de SENHOR era meio surdo...coitado do pessoal Wilson devia estar cagando no momento.
Continuei meu sermão.

- Vamos acabar com a concorrência, quebrar o estoque? Acertando mais uns três.

Os mais corajosos tentavam me impedir, mas como a sala era pequena e eu estava em cima de um palco tinha mais agilidade nos movimentos barrais/ferrais, e ferrava mesmo!
Depois de muita pancada vejo Claudia chorando e se encolhendo em um dos cantos da sala, a essa altura Seu Wilson já avia chegado e liberado os que ainda conseguiam andar.

- Olá minha incentivadora. Como está? Disse eu com a barra já ensangüentada em uma das mãos.
- Por Favor, eu tenho filhos. Não me faça mal.
- Que bom. Filhos alegram a casa, não?
- O que você quer, estou apenas fazendo meu trabalho. Estou apenas vendendo o meu peixe.
- Eu também, minha querida. Estou fazendo meu trabalho.
Em prantos ela diz: - Que trabalho é esse seu filho da puta. – e chora mais ainda.
Fazendo essa pergunta, tiro do meu bolso um crachá:









Isso tudo ai é só pra ver o desenhão rolar pela pagina...teste concluido...hahahahahahaha

5 comentários:

Cissa Teixeira Oliveira disse...

UAHUAHUAHAUHAUHAUAH!!!
Caramba, esse cartão aí ficou o ó, hein?! Poutzzzzz!!! Conta aí pra gente, Carlim, quê que tá acontecendo? Por que essa violência toda, rapaz?! Tá carentão, é?! rsrsrs...
Tô brincando, viu?! Não precisa descontar sua fúria em mim, não...

Pietro disse...

Filhãããão

Flavio Carvalho disse...

hahahahahahhahahha,

é isso aí,

hahahahahha,

belo Cartão, hein,


mandou muito bem,

hahahahahahaha,

Príncipe Guilhermino ficaria
orgulhoso.

Ciro M. Costa disse...

Hahhahahahahaha!!! Fico massa, cara! Massa mesmo! Fiquei imaginando vc aqui quebrando tudo! Ninguém dá conta de segurar não, hahahhahahaha!!!

E esse cartãozinho aí? Ah neeeeeeeeem!!!

jorge de marques disse...

Yeah! Muito bom.

Nada como um dia de fúria para nos libertar de todo o stress opressor do trabalho.