sexta-feira, 6 de julho de 2007

Tem uma pedra no meu sapato - PARTE II

O entrevistador me perguntou:

_ Olá, como é o seu nome?

_ É Pietro.

_ O que você está fazendo aqui?

_ Procurando emprego, oras. (me arrependi tanto de ter dado essa resposta).

_ Por que você escolheu essa empresa para trabalhar?

_ Porque as outras me rejeitaram. (se a pedra não estivesse me incomodando muito mesmo eu teria dado uma resposta melhor).

_ Você tem outro emprego?

_ Se tivesse eu com certeza não estaria aqui.(Tchau emprego)

_ Qual a sua pretensão de cargo e salário nesta empresa?

_ A princípio, eu gostaria de um salário de cinco dígitos com férias remuneradas, plano de saúde e condução. (devo ter ficado louco, maldita pedra).

_ Sinto muito Pietro, mas você não se encaixa nos padrões da nossa empresa.

Como eu já esperava por isso eu não fiquei chateado, (tá legal, eu confesso, fiquei muito chateado, mas alguém tem que passar a imagem positiva para a Carol né). A Carol veio me perguntar:

_ E aí, como foi? Conseguiu o emprego?

_ Não.

_ Mas foi bem na entrevista, pelo menos?

_ Bom… Eu fui… hã… sincero.

_ E por quê será que eles não te pegaram?

_ Não faço idéia. (é lógico que eu fazia idéia)

_ Vamos embora?

_ Vamos.

Cheguei no ponto de ônibus quase chorando, Carol estava me consolando, dizendo coisas do tipo “Calma, é só um emprego”, “Logo você arranja outro” e “Aposto que o escolhido tinha ‘pistolão’”. E eu só queria tirar uma pedra do meu sapato, maldita pedra, acabou com a minha carreira.

Ao entrar no ônibus, lotado de novo, eu olhei ao meu redor eu vi uma criancinha apontando para mim, mexendo no meu bolso e dizendo:

_ Mamãe, mamãe, olha lá o moço que passou na joalheria ontem.

_ É filhinho, o moço foi procurar trabalho lá, mas é feio apontar, viu?

Primeira vez que eu vejo alguém dando uma dura com tanto carinho, mas depois eu comecei a prestar um pouco mais de atenção a conversa e ouvi a mãe dizer a outra mulher:

_ O chefe está tão bravo, afinal um de seus diamantes desapareceu.

_ Pois é, e todo o mundo corre o risco de ser demitida por causa disso.

_ Ai, eu estou tão nervosa…

Deixei elas de lado, pois eu havia chegado no meu ponto, pulei do ônibus e:

_Ai, pedra filha da puta!

Fui mancando até a minha casa, o elevador estava quebrado e eu tive que subir as escadas (droga), ao chegar lá dentro me deparei com a mesa da minha casa, toda cheia de contas a pagar.

Me sentei no sofá, tirei o sapato e me deparei com uma pedra, mas não pense que era uma pedrinha qualquer, era um diamante. Demorei para perceber,aliás, para acreditar, mas quando percebi do que se tratava:

_ Uhuuu! Eu estou rico!


Aonde eu enfio tanto dinheiro? Não, aí não.

O que eu faço com isso? Não perca o próximo capítulo.

5 comentários:

Carlos Filho disse...

Hahahaahahahahaha...surpreendente, Pietrão!
Não tava aguentando mais essa maldita pedra...

Ciro M. Costa disse...

Está ficando deveras interessante essa história. Achei q ia ficar só nessa da pedra no sapato, mas parece que tem algo mais. Muito legal

Só não entendi as partes q tem !--[if !supportEmptyParas]--> !--[endif]--.
Q diabos...?

Flavio Carvalho disse...

Tá massa cara,

tá massa!!!!

Bruno Carvalho disse...

Diamante? Vixe a história tá me levando para um lugar inesperado, e isso é bom Pietrão! Deveras bom!

Valou!

Cissa Teixeira Oliveira disse...

Aiaiai, tô falando que essas sagas vão me dar um troço! A curiosidade é demais, dá vontade de ler tudo de uma vez, mas tem q esperar pelas continuações... rsrsrs
Por enquanto, a história tá ótima!