segunda-feira, 25 de junho de 2007

Comercial de cerveja

Você já parou para pensar na grande palhaçada que são os comerciais de cerveja? A moça bonita começa a dar em cima do cara só porque ele está com o copo de cerveja (nunca é latinha) na mão, uma alegria descomunal invade as ruas e bares, o povo se manifesta nas ruas, é dada uma sensação de alegria muito acima da média, jovens (principalmente) e idosos se confraternizam em volta de copos cheios, o pagodeiro, símbolo do homem que bebe, faz cara de aprovação, o garçom está sempre satisfeito pelo simples fato de estar lá, vendendo uma cerveja, o homem, na escolha entre a cerveja e a mulher escolhe a cerveja. Enfim, é uma grande palhaçada para iludir o consumidor, que pensa naquilo com uma idéia de infinita felicidade, já que os comerciais não mostram a realidade, aliás, eu tive uma idéia: Vamos fazer um comercial de cerveja mostrando somente a realidade da pessoa que bebe.

José chega ao bar, coça o saco, levanta a calça que o barrigão empurra para baixo e fala:

_Vê uma cerveja aí, amigo.

O dono do bar, de mau humor, abre o freezer, passa dois minutos olhando até José reclamar.

_ Pô, cadê a minha cerveja?

_ No freezer!

_ Por que você não pega então?

_ Porque você me falou: ‘Vê uma cerveja!’ – diz o dono do bar ironizando José e tentando ser engraçado.

José pegou a cerveja e sentou-se em uma mesa do bar, sim, o bar estava quase vazio, diferente do comercial, quando chegou uma loira, que entrou no bar apenas para perguntar do pai, que costumava freqüentar este lugar. José resolveu puxar assunto com a moça:

_ E aí coisinha gostosa, tudo bom?

_ Não me enche seu velho idiota. (José era velho, diferente dos comerciais).

_ Eu não encho, eu apaixono.

_ Ah, vai catar coquinho, vai.

E a loira foi embora, José pediu um amendoim para o dono do bar e logo chegou um amigo, não pense que o amigo de José era um homem bonito e bem trajado, pelo contrário, era um velho magro, banguela e desempregado.

_ E aí Zé!

_ Grande Jaça! Como anda a força?

_ Sabe Zé, ’ onti eu fui na casa do dotô, pra fazê uns alicerce, porque ele tá reformano...’

E por aí foi o papo, no fim da tarde, José estava bêbado e teve que sair arrastado do bar, gastou mais do que podia, e quando chegou em casa a sua mulher logo chegou falando:

_ Quer dizer que ao invés de botar leite na boca dos seus filhos você prefere ir pro boteco encher a cara, né?

_ Mas querida, eu...

_ Sem ‘mas’, Zé, cansei dessa cena, você bebe no bar e chega em casa, muito violento (peraí, não é ela quem está xingando?)que tipo de pai você é, seu pingaiada?

_ Do tipo que sustenta a família, sua vaca.

_ Vocês ouviram isso crianças? Como esse monstro desse pai de vocês fica depois que bebe.

E a briga do casal continuou noite afora e madrugada adentro, ou seja, cerveja. Aprecie com moderação, se beber não dirija e peça um petisquinho

14 comentários:

Carlos Filho disse...

Hahahahahaha...
A realidade é dura mas verdadeira como um pano de prato molhado (nada a ver)
Boa Pietrão, prazer te-lo aqui no blog...continue sempre mandando textos pois aqui VOCÊS QUE MANDAM!!! (Putz, nem em loja de colchões eles falam isso!)

Ciro M. Costa disse...

Boa, Pietrão! Já tinha lido esse texto por e-mail. Realmente, vc me surpreendeu um pouco!
Quando vai postar o outro?

Grande abraço!

Aristides José disse...

Conheci um mestre cervejeiro certa época de minha embriagueis que se chamava Pietro. Não és tu?

argh, lemòn disse...

Sensacional e real, o detakhe do amigo desempregado ficou SUSSA.

Bruno Carvalho disse...

Clap, clap, clap...

Fantástico Pietrin! Devo confessar que você me surpreendeu! Tanto na maneira de escrever, como na originalidade!

Formidável!!!

Grande abraço!

argh, lemòn disse...

ah, ESTÁN LINKADOS.

Isabella Carvalho disse...

kfdoapskopasapos
legaaalll
ou seja, cerveja!
KPSOAKDOPAKOPASKODPSA

acho que vc anda frequentando buteco!
vo conta pro pai
OSKDPSAKDOPAKDOPKAOPSKDOASP

Pietro disse...

Aí galera, valeu os comentários

Espero que tenham gostado, e espero também melhorar a cada dia mais, abraços

Fernando disse...

Achei legal, com uma verve de humor que sempre cai bem em qualquer texto, continue assim.

Flavio Carvalho disse...

EEEEEEEEE,

Bem vindo,mesmo que atrasado,

fiquei sabendo ontem que você
tava estourando também,

mandou bem Pietrim, e aquelas gostosas do cartaz?
é só pra enganar mesmo, hahahahaha,

ne boteco aqui perto de casa não tem nenhuma!

Agora este blog vai ficar quente!!!

abraços!!!

Raquel disse...

Gostei, achei bastante original e com uma pitada de humor que não deixa o texto ficar pesado.
Continue escrevendo, que eu continuarei lendo.

margarida carvalho disse...

Oi, Pietro! Aqui é a vovó! Estou aqui na casa do Felipe e ele me mostrou o seu texto!

Gostei! É isso mesmo! Você retratou exatamente o que acontece!

A vovó está com saudades!

Um beijo para você e para a Isabella!

Felipe Carvalho disse...

Concordo com a vózinha, Pi!!

Ainda vou voltar aqui mais vezes e ler com calma a saga da "Pedra no Sapato"!

No mais, você está de PARABÉNS pelos textos! Fiquei realmente surpreso!! Mais um orgulho para os CARVALHOS!! hehehehe

Abração!

Cissa Teixeira Oliveira disse...

Primeira vez que leio texto seu e a surpresa foi boa. Além da crítica inteligente e bem-humorada, está bem escrito e coerente com a realidade... Incrível como o povo não percebe essas jogadas de marketing, né?!
Parabéns pela estréia estourada! Abraços!!!