terça-feira, 26 de dezembro de 2006

As bostas

Peidei,
Peidei o mais pedante possível
Para que todos sintam, para que todos ouçam
Para que todos saibam, que tipo de animal sou
Animal sem freios, descontrolado
Animal que só fez enganar, a vida toda
Animal que só fez se adaptar
Que só fez optar pelo bom(pelo ruim)
Pelo bom controlado, sem receios
Pelo bom odor, pelo bom humor
Optou por tudo, mas deixou obscuro
Deixou pra ninguém perceber
Ninguém notar e sacar,
O tipo de animal que é
A besta bufante que todos somos
Reservatórios merdíferos, mares de pus
Emaranhados de nojo vivo
Que não se enxerga e por cima de tudo
Não assume, a falha racional que é
Por isso eu digo que bufo,
Que peido, que alastro o ar de podridão
Por isso eu replico que arroto
Que babo o naco de bílis incompreensível
Que sobra do jantar
Por isso eu sou, nós somos.
Os pedantes peidantes que pifam
E viram banquetes de bostinhas menores
E resto de nada morto.

3 comentários:

Ciro M. Costa disse...

Putz, esse FEDEU mesmo!

rêibor, a privada amiga disse...

Adoreeeeeeei!!!!!

Carlos Filho disse...

HAhahahahahahahahah, esse "Reibor" é porq tem só merda na vida né? hahahahahah