segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Hahahahahahahah, este blog é só meuuuu!

Está vazio, ninguém vem aqui, eu me declaro rei desta merda!!!!!! Uahahahahahahahahaha!!!!!!!!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Que isso??? Tá doido???

Hein?? Tá fazendo o quê aqui, figura? Acabou! Já era! ESTOUROU!!!

Fenol e Binlamano se casaram.
O dragão violento amansou.
Harvey, o pinguim, derreteu.
O Apanhador de Almas levou uma surra.
Shalom está internado.
Noé morreu.
Os mendigos do Flávio ficaram ricos.
Ciro, que estava namorando, se casou.
Mari$a ficou pobre.
Atibaia afundou.
A baioneta pifou.
Magask cresceu.
Bailito´s bar faliu.

Favorzinho? Nunca mais! Tenho medo!
É foda, véi!!!

De quem é a culpa? De Lazzaroni??

Estourou. Indepedência? Acho que não!
Não gostou? Desculpe! O Bial roubou minha crônica!

É o fim do paraíso tropical!

Mas fazer o quê? É a vida!

Aonde vamos parar???

É um filme de terror? É a hora do adeus?

Vamo embora que atrás vem tora!

Ô loko, nenê!! QueBosta, hein?

ESTOUROU? Estourou mesmo?

Quem sabe...

Ai que dô no coração!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O brasileiro ignorante.

Eis que surge o brasileiro ignorante, uma figura comum e que necessita de certa compreensão em meio à sociedade. O brasileiro ignorante já teve seu destino traçado no berço, quando nascido de outros ignorantes que não o incentivaram à leitura, arte ou informação. O brasileiro ignorante cresceu, teve de fato uma infância comun, o brasileiro ignorante não se deu a estudar ou prestar vestibular, o brasileiro ignorante se acomodou, sim em 10x sem juros no cartão ficou de frente para a TV, absorvendo todo o tipo de informação, porém sendo bombardeado de lixo e porcaria. A "nova arte" conquistou o brasileiro ignorante: o sertanejo que não era sertanejo, o samba que não era samba, o rock que não era rock. O brasileiro ignorante se privou do trabalho de pensar. Sem informação, cultura ou educação foi à urna votar. O brasileiro ignorante então votou. "Agora a responsabilidade é dos políticos" o brasileiro pensou. O brasileiro ignorante se viu ludibriado. Seu imposto foi roubado, sua saúde foi tirada, mas não fez nada a respeito, afinal de contas o brasileiro ignorante o tinha eleito. O brasileiro ignorante da política reclamava, mas nunca protestava e pior, se esquecia, a amnésia o dominava. Quatro anos se passaram e o brasileiro ignorante ignorou novamente os escândalos do passado e a incompetência permanente. Votou errado de novo, foi pela propaganda. Mas afinal de contas e daí? A copa do mundo é aqui. Pão e circo para o brasileiro ignorante. Porque afinal quem não tem opinião, não merece ser chamado de bom cidadão.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Novo blog!

É amigos, criei um blog novo. Isso mesmo, mais um novo blog. Juro que continuarei fingindo que vou postar as coisas sérias e de textos aqui e postarei as piadas de internet por lá.

Beeijinhos e abraços para todos, não se esqueçam de visitar, escolhi o nome pensando nos tempos de escola.

http://mimeografando.blogspot.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2012

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sugestão


Aprenda a usar as incríveis técnicas descritas neste livro
para otimizar seus lucros, técnicas como:

Pilão Giratório no day trade!!!

Shoryuken em tendências de queda!!!

Candle stick + soco forte!!!

Haduckem after market!!!

Nilo Hampicka descreve sua experiência no mercado de renda
variável com técnicas poderosas e agressivas,mais um incrível sucesso
da editora Macaúba!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ahhh que qué isso!!!????


Hsahshshhshshshahahahhahahahhahahhahahahhahahahahahhahahahahahhaha
ahahaasbbviadbfibabfibasicbhidbufqwbviwbqibgqfv
\bhbdsaibjduhiahahahhahahahhahahhahgahhaahha
ahdfuhhdabbcdhhfdhhdhfhfhfhhfhfhhfhfhfhfhfh!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O farmacêutico, as meninas e uma cara de viado.

Olá amigos, eu sei que faz um belo de um tempo que não posto nada por aqui, mas hoje a história é bastante indigna.
Tudo começou em uma noite nos primeiros meses do ano de 2009 e eu e meu amigo Negão conseguimos convencer duas singelas damas a nos encontrar em uma noite de sexta-feira, porém a história acontece apenas na sexta-feira do dia.
Conhecendo a reputação das meninas, nos preparamos para sair, ele veio até em casa, pegamos o carro e partimos para lá, porém sabíamos que tinha alguma coisa faltando, para que tudo corresse bem, fui até a drogasil, visando comprar camisinhas. Até aí normal, mas vocês não imaginam o quanto é constrangedor entrar em uma farmácia para comprar camisinhas, não pelo fato de você estar comprando camisinhas, mas pelo fato de estar com um negão comprando camisinhas, é motivo para ficar envergonhado.
Com receio de pensarem que sou um homossexual, resolvi ser rápido, peguei o primeiro negocinho onde estava escrito "Olla" e resolvi comprar, pelo fato de o negão ter dito que já tinha as camisinhas dele pensei, bom, só pagar, fomos juntos ao caixa, o rapaz do balcão fixou os olhos em meu olhar e deu uma cara de quem estava escondendo o risinho e perguntou:
_ Mais alguma coisa, senhor?
_ Não, só isso - respondi.

Estava me sentindo meio envergonhado, até que o negão me disse para ficar tranquilo, afinal de contas a gente ia se dar bem naquela noite e o cara não.

Bem, aí vamos adiantar algumas horas, no final das contas as meninas deram pra trás e ninguém comeu ninguém, mas o pior aconteceu dias, semanas depois, fui pegar uma daquelas camisinhas e achei que ela estava estranha, abri e ri, ri muito, ri pra caralho, ri de cair da cadeira.

Aquela porra não era camisinha, era gel lubrificante, daqueles usados para dar o fofó. O importante é que só voltei na farmácia seis meses depois.

domingo, 22 de maio de 2011

Faz tempo

Faz tempo que não vemos velhos amigos
Faz tempo que que não amamos
Faz tempo que não enfrentamos perigos
Faz tempo que nós mudamos

Hoje não é como ontem
Talvez não mais será
Não importa a ocasião que montem
Nada irá nos salvar

O que quero dizer com isso?
Não sei bem como estou
Mas quero dizer que foi preciso
O novo layout do estourou.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Apanhador de Almas, o cavaleiro das assombrações!

Catarina andava inquieta, com pensamentos turvos. Pensava por que Odorico a tratava daquela forma? Não era merecedora de tal abandono. Logo ela que foi prova de todo amor que existia.

Ela estava decidida a tomar uma atitude quanto aquilo tudo. Queria aquele amor, necessitava daquele sentimento, queria o que achava mais sagrado, a companhia de Odorico.

Fora a farmácia decidida, lá chegando pediu diversos medicamentos, já virara clichê em sua sina. De toda a forma, queria chamar a atenção de Odorico, sentia que sua obsessão por Odorico era maior que sua própria vida, precisava provar isso a ele.

Sua cabeça estava a mil, pensamentos do qual era cinza, pretos em papel machê. Obscuros em fosco pálido. Clássico de quem ama, era o que pensava Catarina.

Não achava justo carregar o preço de ser apenas vitima, queria que seu amor sentisse o peso de sua dor. Sua atitude drástica mostraria a Odorico que ele era culpado, julgado e punido de tal atitute.

Com um copo d’agua, fez a primeira tentativa. Queria que fosse dramático, como se as cortinas do teatro se abrissem no ato, nesta ação ela calma como uma protagonista experiente, mostraria ao publico a dor que exigia tal cena.

Na segunda tentativa, uma dor a apavorou. Parecia que um sino gigantesco badalara em sua cabeça, um arrepio e logo após um enjoo. Largou as capsulas que encontravam em sua mão indo em direção ao chão. Sentiu uma imensa vontade de desmaiar, sem perceber a presença de dois vultos escuros ao seu redor.

- O que está acontecendo, ela não vai tomar?

- Não sei o que houve. O que você fez? Anda, temos muito que fazer, nossa vingança com essa daí só está começando. O que você fez!

- Eu não fiz nada...

Antes de terminar a retórica, um terceiro vulto apareceu. Uma enorme sombra, em sua volta fogo vivo. Labaredas enormes avançando sobre os dois primeiros vultos.

- O que é isso, quem é você? Você não pode estragar tudo! O que é você?

Catarina não percebia o que acontecia. Aquilo tudo para ela era invisível, como que por encanto. Poucos detinham de tal dom. Aquilo acontecia em outra dimensão e Catarina estava longe de ficar sabendo tal fato.

Tal sombra se parecia pavorosa. Como se queimasse todo aquele ambiente e os primeiros que encontravam lá pareciam apavorados.

- Vocês! Não merecem Divindade, levarei vocês para profundezas onde a submissão de vocês, será apenas o começo de suas desgraças. Vim buscar lhes!

De imediato, uma luz clara forte se fez presente e dela surgiu Joé.

- Sebastian, você sabe de seu erro. O livre arbítrio pertence a você e só a você.

-Joé, estou farto destas alegorias. Presenciei demais para tentar intender o poder na benevolência Divina. Eu sou a cura e nada mais pode me deter neste momento!

Sebastian fizera Joé e toda luz que se encontrava naquele ambiente, tornar-se apenas uma gigantesca cratera e por essa cratera, enviou as duas sombras já paralisadas.

Logo após, se encontraram em um lugar escuro, iluminada por uma luz sem direção de cor purpura onde outros se encontravam acorrentados por um anel brilhante. Sentindo a presença de novos “habitantes”, nada falaram. O Silêncio às vezes era rasgado por gritos e gemidos.

-Meu nome é Sebastian e aqui é onde irão ficar. Sua vingança alcançou diversas vidas de sofrimento e agora é a hora da reparação!

Dos que se encontravam ali, não havia chance de explicação. O único sentimento era tristeza profunda. Ali a energia que se instaurava não se cabia em nenhum coração oprimido, era o piro sentimento que poderia existir.

A sombra de Sebastian, agora começava a reluzir uma luz tão forte a ponto de cegar os novos visitantes que ali, se tornariam moribundos.

Sebastian, em sua busca por espíritos obsessores, ou almas obscuras deixava um rastro por onde passava, desse rastro, iriam seguir as piores espécies que se encontravam naquela ou em dimensões piores. Isso era o que queria. Dali, todos o conheciam como O Apanhador de Almas. Era o cavaleiro das trevas não tinha um cavalo, mas a alma obscura e a essência de seres da pior estirpe.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Apanhador de Almas II

A cada dia, cedia humildemente aos conhecimentos de sua nova forma. Sabia que sua morte, surgira com surpresa. Tanto a si, quanto a todos que o rodeavam em vida.

Com a aceitação de suas falhas, se viu em um labirinto. Aceitara seu destino, mas achara injusto saber que formas ocultas agem por ocasião, levando até a fatalidades.

Soube que em vida, existiam empenhas que provocaram diversos fatos que o bloqueou e em diversas ocasiões houve não somente seus pensamentos, mas sopros que o rumavam a outro caminho. Causa de um acontecimento que ele mesmo provocara em uma de suas existências. Entendia que era o causador de diversos problemas que enfrentou em vida, mas, sem questionar tinha o pensamento de mudar todo o rumo daquilo.

Sua morte ocorrera no ano de 1912. Passara por muito até os tempos atuais.

Por anos, estudou tudo que lhe era preciso. Energização, materialização, incorporação entre níveis de pensamentos entre outros. Estudava dias e noites a fio, sem cansaço. Seus mentores já sabiam de sua verdadeira vontade e com afago, tentavam dissuadi-lo de tais ideias.

Sua jornada começara a partir dali, não tinha mais porque esperar!

- Sebastian, você vai partir e deixar pra trás tudo que aprendeu?

- Não Joé, o que aprendi vou lavar comigo e nesta marcha irei só.

- Você é dono de seus atos, e sabes que responderas por eles. Dizia Joé, preocupado com os ações de seu amigo.

-Não só eu, Joé. Muitos responderão!

Virando-se, como em um piscar de olhos, Sebastian deixa a quilômetros de distancia Joé. Sebastian carregava algo em seu olhar, Muitos temiam pelos seus atos. Sebastian mudaria dali para frente, todos os sentidos, dimensões e forma de pensar. Dali para frente ele seria conhecido como “O apanhador de almas”.

Continua na próxima semana...

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Apanhador de Almas

Sim, ele morrera. Isso não era novidade. O estranho era que a morte não era o fim da estrada, agora perplexo, exigia de sua percepção o que havia depois dali, onde se encontrava.

Sentia que o fim era o fim, mas não saberia a que passo decorreria depois daquela barreira que julgara. Em vida, sempre buscou conhecimento, mas nunca achou tanta verdade no que lia.

Olhava o cinza, era tudo tão desconexo, tão escuro, sentia um fardo enorme em suas costas, o peso que, agora diria: O peso da alma!

Estava perdido no tempo que estivera por ali e sempre ao longe avistava uma luz, tão distante que nem merecia o alcance. Atravessar todo aquele cinza, aquele alvoroço, toda aquela dor pra quem sabe, enxergar apenas uma simples luz. E apenas luz, era a ultima coisa que queria ver.

A dor em seu peito exigia uma força descomunal para caminhar, a sede, a fome era maior do que sentira em qualquer época de sua vida. Vida, palavra que agora ganhava um sentido diferente, achava uma graça que embargava em sua garganta, mesmo sendo, o que seria vida agora?

Olhando ao lado, ouvira apenas gritos, sua visão era turva. Sentia um cheiro que não conseguia descrever. Um misto de enxofre, achou que era intuitivo falar de enxofre, pois sempre que recordava, ouvia esta palavra quando descreviam um cheiro diferente. Sentia medo, muito medo.

Em vida, sua percepção para novas conquistas, novos desafios era o que tinha de melhor e sempre obteve êxitos consagráveis, mas ali era diferente e sentia todo aquele peso. Compreendia o que suas duvidas nunca o respondera, ele sabia que tinha que passar por ali, mas não sabia o motivo. Qual seria seu objetivo? O que aquelas outras almas queriam?

Os dias passavam lentos em sua mente. Certa vez viu-se encurralado por alguns, queriam suga-lo, retirar de si aquela energia que trazia e com isso sentia-se exausto. Que formas eram aquelas, o que seria aquilo. Olhou para o horizonte e se perguntou:

-Por quê? - Desmaiou, sentiu suas forças extraídas com ferocidade e não resistiu ao chão.

Dias e dias se passaram, e ele sentia-se abandonado, largara de sua vida para passar aquilo. E se fosse só aquilo, apenas isso? Duvidas surgiam em sua mente e ele se abateu profundamente. Enxergava tal luz, mas a necessidade do esforço sempre o fazia desanimar.

Certo dia em meio ao cinza, sentiu necessidade de esforçar-se, sua visão já não tão lograda, distinguia às vezes seres jamais imagináveis, sentia medo quando os via. Queriam escraviza-lo, doma-lo. Com o tempo e por sua perspicácia, viu que eram como ele, ou já foram um dia, sentiu que poderia ser o que quisesse bastava buscar conhecimento. Mas não queria nunca, igualar-se a eles.

Determinada ocasião, olhando tal luz que aparecera de súbito, avistou pessoas que nunca conseguira enxergar antes, sua visão desde então parecia limitada, mas agora, naquele dia tudo se tornara diferente. Viu olhares de amizade e paz que se aproximaram dele.

O que seria? Pensava ele, tal força o fez ir de encontro ao chão.

- Sebastian, acorde!

Ouvia de longe a voz de comando e nem por curiosidade vencia seu cansaço.

- Vamos meu jovem, está na hora de aprender como curar-se, abasta aceitar nossa ajuda. Você já sofreu demais, não seria agora a hora?

Sebastian se deixou levar, e com uma gota de energia que lhe restava, disse com dificuldade, sim.

Após o que avaliara dias, acordou e com uma disposição maior, olhando ao seu redor sentiu um frio, um arrepio. Parecia um hospital, mas nada comparado ao que conhecia em Terra.

- Olá Sebastian, como se sente? – Disse Joé, um senhor de barba rala com fisionomia pacificadora.

- Bem, obrigado. Que lugar é esse?

- Este é o começo de sua nova jornada, e partindo daqui você pode buscar a paz e seria melhor lhe dizer que busque apenas por paz e amor. Meu nome é Joé e eu serei seu companheiro nesta jornada.

- Onde estou quem são essas pessoas? Como me tiraram daquele lugar horrível?

-Calma Sebastian, tente descansar!

Sebastian, sabia que suas perguntas não seriam sanadas naquele momento, e quanto mais duvidas e angustias enviara a seu coração, mais sentia o fardo que o amedrontava.

Olhou ao redor, sentia a paz, a luz, mas nada era o que conhecia. Teve paciência de esperar, sabia que agora sua busca por conhecimento era renovada, pois ali tudo era diferente. Serrou seus olhos e procurou descansar, ainda sentia-se fraco.

Os dias se passaram, e Sebastian melhorava a cada dia, Joé o chamou para uma caminhada, disse que lhe faria bem. Aquele era o momento que aguardava, pois a curiosidade chegava a sufocar lhe.

Olhando deslumbrado a cada detalhe, admirou-se com sua nova morada. E era ali que começaria seu novo objetivo. Se julgando capaz, saberia exatamente o que fazer pelo que passou naquele lugar sombrio.

Continua...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cemitério das Patys

Enterradas por Ciro M. Costa



Lá não tem dinheiro
Não tem ouro ou iates
Não tem rico fazendeiro
Lá é o Cemitério das Patys

O que acontece com uma Paty
Quando ela envelhece?
Arruma emprego? Vai para o abate?
Morre. E enterrada onde ela merece!

Túmulos enfeitados
Com diamantes de 18 quilates
Velas de ouro floreado
Isto é o Cemitério das Patys

O cemitério é muito luxuoso
Cobram caro na entrada
Homem só entra estiloso
E mulher de roupa dourada

Música emo e muita animação
Um poodle mimado que late
Caviar, whisky e camarão
Assim lá é o velório de Paty

Na madrugada tem mistério
As mortas se levantam faceiras
E nesse chique cemitério
Ouve-se o chacoalhar de pulseiras

Nessa balada misteriosa
Ouve-se mp3 pop também
Tem até celular cor-de-rosa
Trocando idéia com o além

E você? Já viste?
Pobres dizem disparates
Mas não importa, ele existe
O enigmático Cemitério das Patys

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Diário de Ciro - página 1.504

Das páginas de Ciro M. Costa

Quarta-feira. Dia. Assim que terminei de dar mais uma aula de Legislação de Trânsito (pela milionésima vez, expliquei aos alunos todo o processo de habilitação) voltei para meu carro, e percebi que o mesmo estava com o porta-malas destrancado. Percebi também que ele estava assim desde sábado. “Alguém poderia ter aberto e roubado algo aqui dentro!”, pensei.
É engraçado o estágio em que chegamos. Quase todos os dias, precisamos tomar cuidado para não sermos roubados. Seja um carro que está estacionado em local suspeito, seja aquela bolsa que ficou em cima da mesa, seja o celular que está ali em cima, seja a bicicleta que ficou trancada lá fora... arrisco a dizer que tomamos precauções na maior parte do tempo. Por quê? Por que o mundo já não é mais o mesmo, há muito tempo.
Pra quem não sabe, fui roubado há pouco mais de um ano. Tinha um bom tocador de Mp3 em meu carro, com vários CDs (90% deles de rock e heavy metal). Uma bela noite, um filho de uma mãe e um pai, entortou minha porta do passageiro, abriu o pino e levou tudo. O cara foi tão descuidado, que se machucou na porta e um fiapo de cabelo do braço ficou lá. Se tivéssemos C.S.I por aqui, ele estaria em apuros. Me pergunto até hoje o porquê de ter levado meus CDs. O som eu entendo... mas os CDs??? Eram todos gravados e, cá entre nós, ladrão não costuma gostar desse tipo de música!? Se fosse sertanejo, axé ou funk eu até entenderia...
Bem, o caso é que depois disso, adaptei um amplificador no carro, onde eu apenas encaixava meu mp4 quando quisesse. Era simples e um pouco mais seguro, já que o amplificador ficava bem escondido e eu não deixava o mp4 dentro do carro.
Mas a gente não é inteligente todos os dias. A gente esquece dos traumas. A gente facilita. A gente relaxa. Nessa última quarta-feira, deixei meu carro nos arredores da faculdade, à noite (porque a burocracia me ‘descadastrou’ do estacionamento do lugar), e o arrombaram novamente (da mesma forma da outra vez) e levaram meu mp4 e meu amplificador. Quando entrei e vi tudo revirado, não sabia se chorava ou se ficava puto. Acho que estava mais pra última opção. “Por que fui deixar isso aqui dentro?? Por que deixei o carro nesse lugar escuro?? Por que não vi pessoa arrombar? Por que a gente nunca pega no flagra?? Por que fui tão burro??? Por que?? Por que???”.
Fiquei pensando nisso, enquanto voltava pra casa, e o arrependimento hoje ainda é forte. Entro em meu carro e o silêncio do caminho até o trabalho é insuportável. Não vivo mais sem aquela música...
Vocês podem estar pensando agora: “Tá, roubaram você, Ciro. E daí? Isso acontece todos os dias! O que há de interessante na sua historinha de hoje??”. Pois aí é que está o ponto, pessoal. A coisa se tornou rotina. Não nos surpreendemos mais quando uma história de roubo é contada, pois já não é mais novidade. TODO MUNDO já foi roubado um dia. E é isso que me assusta. É uma coisa muito errada, e continuamos de braços cruzados. Estamos muito conformados com tudo isso. A gente rala, passa apertado, é honesto... para vir um filho de P e levar na facilidade? “Por que você não coloca um alarme no carro?”, vocês me perguntam. Claro, como se adiantasse.
Penso eu que está na hora do mundo dar um BASTA. Se nós, pessoas de bem, nos uníssemos, isso dificilmente aconteceria. Se vigiássemos mais uns aos outros... ah, como seria diferente! Somos a maioria, pessoal, podem acreditar. Talvez seja hora de começar a observar tudo ao redor, e se virmos algo suspeito, acionar outras pessoas de bem (porque com a polícia também não se pode contar sempre). Talvez possamos usar a tecnologia de hoje, para sair avisando que “alguém está roubando um carro na rua tal” ou “alguém está com atitude suspeita na sua vizinhança, fiquem atentos!”. Sempre tem alguém com um notebook por perto, então... por que não? E o celular então? Já pensaram no poder que ele tem?
Outro dia, um de meus grandes amigos, o Flávio (que por acaso mora uma rua de cima de minha casa) me ligou, dizendo que seu alarme havia disparado. Infelizmente, não pude ir verificar a casa, pois estava em outro bairro, muito longe. Mas, segundo fiquei sabendo depois, ele ligou pra mim, pra polícia, pro irmão... e eles chegaram a tempo de ver que fora apenas um alarme falso. Graças ao bom Deus. Temos aqui uma espécie de ‘acordo’, onde nos observamos sempre. Sempre que há algo de errado em nossas casas, avisamos um ao outro. Seja um barulho diferente, se escutamos, o celular é usado.
Vocês percebem como a comunicação e a união são fortes? Se fizermos isso sempre, imagine a cara do ladrão, quando chegar aquele tanto de pessoas e pegá-lo no flagra! O que ele vai fazer? Se vingar de cada um? Com essa união? Muito difícil! Eu disse: somos a maioria.
E volto a dizer que o notebook e o celular são poderosas armas para combater o crime hoje. Isso, se não roubarem eles de você...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MENINA DAS ÁRVORES - PARTE FINAL

Por Ciro M. Costa

Bem, é engraçado estar aqui, no final das contas. Depois de tudo o que passei, assim como tudo, deveria, claro, haver um fim.
Minha jornada foi longa. Para quem leu essa história pode ter parecido tudo um piscar de olhos. Os fatos pareciam acontecer muito rapidamente... mas, acreditem, para mim foi uma eternidade. E essa eternidade ainda não acabou, como toda eternidade tem que ser.
Pra mim, na verdade, fora tudo um aprendizado. Claro! Que tragédia em nossas vidas que não é? Você está num bom momento, cuidando de sua vida, sua rotina... e, de repente, as coisas ruins começam a acontecer. Então você tem que se desviar do caminho, e é aí onde aprende coisas novas sobre a vida. Ou a morte.
- Quem é você?
- Eu já lhe disse. Meu nome é Alice.
- Você... você existe mesmo?
- É difícil explicar.
Muitas pessoas dizem que Deus nos envia uma espécie de 'ajuda' nos momentos mais difíceis. Será isso verdade? Será que nós mesmos não somos capazes de pedir uma ajuda especial, mesmo inconscientemente? Por que tantas pessoas aparecem em nossa vida, e depois desaparecem para sempre? Pare pra pensar. Talvez elas nunca tivessem estado ali.
- Quero tocar você.
- Você não pode, Joshua.
- Por que???
- Não sou quem você pensa.
Mas mesmo que você não acredite em Deus, saiba que há uma força por trás de tudo. Seja de você ou de algo do 'além', ela vem até você. Você pode não aceitar, mas ela estará lá e, de alguma forma irá te ajudar. Ou te atrapalhar. Ou estará lá apenas para te confundir. Por que?
- Estou apaixonado por você, Alice.
- Então, escreva.
- Hein?
- Escreva sobre mim. Há séculos escrevem sobre mim, seja em histórias ou em canções. Faça sua parte, e me darei por satisfeita.
- Mas o qu...
- Escreva o que quiser.
Jamais viram Alice na árvore comigo. Muitos afirmam ter-me visto sozinho, lá em cima.
Não. Alice não foi fruto de minha imaginação. Tampouco fora um sonho. Alice não era um espírito de uma garota que veio me visitar. Não sou médium e nunca fui esquizofrênico. Quem ou quê era Alice então?
- Quero que seja feliz, Joshua.
- Isso é uma despedida?
- Sim. Você não me verá nunca mais, mesmo em outra vida. Eu disse que estaria aqui enquanto você precisasse, e esse tempo já passou. Agora é hora de você seguir seu caminho, e eu o meu. Se é que existe um caminho pra mim.
Assim como eu, você pode querer se perguntar várias vezes quem era a 'menina das ávores', mas jamais irá conseguir. Imagine: se Deus criou o mundo, então... quem criou Deus? Você vai penetrar nesse pensamento profundo, e por mais que se esforce, jamais irá encontrar uma explicação lógica. É apenas um exemplo.
Assim é com Alice. É preciso aceitar que estamos nesse mundo sem precisar saber de tudo. Pra tudo há uma explicação, mas nossas mentes estão limitadas. E é se aproveitando disso, que criaturas como Alice aparecem em nossas vidas.
Alice se alimentou dos mistérios que a rondaram. E depois de satisfeita, ela simplesmente foi embora, como tem feito há muito tempo...
- Você não pode me abandonar...
- E você não pode dizer o que se pode fazer, Joshua.
Muitos de nós querem fugir de seus problemas. Vamos para um lugar sossegado para pensar na vida e curtir um pouco de nós mesmos. Alguns sobem em árvores.
- Essa árvores te trouxe bons momentos, Joshua?
- Os melhores de minha vida.
- Então, não deixe de vir. Suba aqui quando puder, assim como fez no primeiro dia. Converse com ela, assim como fez todo esse tempo. Acredite, a árvore gosta de você. Ela me disse que pode pegar seus frutos sempre que precisar.
- Alice, eu...
- Tome, Joshua bobo!
Naquele dia, Alice me jogou uma bela goiaba. Mas quando peguei a fruta no ar, a menina das árvores havia desaparecido. Desapareceu, como se jamais houvesse aparecido...
Hoje encerro a história que Alice me pediu. Não sei se os autores antigos escreveram algo verídico sobre ela. Vai saber de que forma ela apareceu para eles, ou o que lhes disse. Não me importa mais. Achei que Alice fosse uma exclusividade minha. Um presente do "outro lado" para Joshua. Mas não fora nada disso. Fora apenas 'algo' que apareceu e que já havia aparecido.
"E então Joshua morreu um dia, e para sempre estava naquela árvore, rindo e conversando com Alice, a sua menina das árvores". Era esse o final que esperavam? Sinto desapontá-los. Também estou desapontado.
E todos nós aprendemos uma lição.
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Nota do autor: essa história foi encontrada debaixo de uma árvore, na década de 80. Segundo as histórias da cidade local, uma moça dizia insistentemente que havia encontrado um belo rapaz em uma árvore, e que havia se apaixonado por ele. Mas ninguém nunca conseguiu vê-lo. Decepcionada com seu desaparecimento, a moça escreveu essa história, e não se sabe até hoje se esse rapaz, chamado Joshua, realmente existiu.
O que se percebe é que a autora (que se chamava Alice) escreveu tudo, apenas invertendo os papéis.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VIII

Por Ciro M. Costa



Por um momento, pensei que aqueles dois estavam ali me encurralando para acabar comigo. Mas descartei esse pensamento no mesmo instante. Aquilo não era nenhum tipo de filme, seria ridículo demais fazerem isso. Ou não?
Ainda sorrindo e me encarando, Lucíola tirou um canivete do bolso, e rasgou um dos sacos de ração pra cachorro.
- Isso vai dar trabalho pra limpar depois... – eu disse, querendo parecer tranqüilo.
- Não tem problema. – ela disse. – Somos eu e Alberto quem vamos limpar a bagunça, assim que formos os donos desse armazém.
- Estou me sentindo em uma novela das nove agora. Você sabe que os vilões nunca vencem, não é?
- O único vilão aqui é você, moleque! Nunca deu duro na vida como eu e Alberto para o seu pai. Sempre fomos empregados fiéis a ele e deveríamos ter herdado 100% deste lugar!
- “Deveríamos”?? Que eu saiba, foi somente você quem recebeu uma parte desse lugar. Alberto não ficou com nada. Estou enganado, amigo?
- Não sou seu amigo. – disse Alberto, secamente.
- Talvez não hoje, mas já foi um dia. Um dia desses, antes de Lucíola aparecer em nossas vidas.
- Eu era seu amigo somente para agradar seu pai...
- Talvez, Alberto. Ou talvez você esteja apaixonado por essa daí e, sem querer, acabou virando o cachorrinho dela.
Súbito, Alberto pulou em cima de mim e agarrou meu pescoço. Idiotice a minha ter dito tal coisa, ele era bem mais forte que eu, e poderia me matar ali mesmo.
- O que foi que disse, moleque???
- Alberto... está... me machucando, cara...
- Por é que você não é como seu pai, hã? Por que é que tem que ser assim? Por que não foi legal com a gente?
- E-eu? O... que foi que... eu fiz??!?
Comecei a engasgar, então Alberto me soltou. Olhou para Lucíola, e esta continuava sorrindo, sem falar nada. Ele me olhou de novo, enquanto eu mal conseguia ficar de pé. Tive a impressão de que ele esperava que Lucíola o impedisse de algo.
Deve ter ficado um pouco decepcionado.
- Isso está errado. – ele disse. – O que estamos fazendo, Lucíola?
- Eu não fiz nada. – ela respondeu.
- Não fez? Que droga, você me obrigou a isso!
- Eu não obriguei ninguém. Você está fazendo tudo por conta própria.
- Eu pensei que o rapaz fosse nosso inimigo aqui dentro... mas ele tem razão! O que foi que ele nos fez? Eu gostava dele! Gostava de conversar com ele nesse depósito! Deus, pela primeira vez na vida, pensava comigo: “achei um lugar onde os patrões são pessoas boas!”. Então... tudo mudou quando você chegou! Você me pôs contra o garoto... e no final acabou ficando com metade do armazém!! Que idiota eu sou??
- Oras, pensou que sendo amigo desse imbecil conseguiria ficar com algo?
- Não!!! Nunca me interessei em ficar com nada disso aqui!! Eu era feliz! Tinha um grande amigo... e você estragou tudo para conseguir o que queria!!! Você não vale nada, sua...
- Olha a boca, Alberto! Não diga nada do que irá se arrepender.
- Você é uma vadia, Lucíola!! – dito isso, Alberto me estendeu sua mão. – Ei, Joshua, levante-se. Vamos embora daqui.
Ainda meio atordoado, peguei em sua mão.
- O que está fazendo?? Ainda não terminei minha conversa!! Mudando de lado, não me impedirá de conseguir...
- Eu sei o que você quer, Lucíola. – eu disse. – Vou conversar com o advogado amanhã de manhã e doar minha parte para você. Se quer tanto esse armazém, que fique com ele. Você tem razão, sempre deu mais duro aqui do que eu. Merece ficar com ele.
- E eu estou me demitindo! – disse Alberto, encarando-a.
Lucíola perdeu seu sorriso. Nunca soube se naquele momento ela estava arrependida, ou se estava excessivamente satisfeita com minha decisão, pois nunca mais a vi em minha vida.
Quando estávamos do lado de fora, Alberto, com lágrimas nos olhos, me disse:
- Ei, amigo, desculpe por tudo. Eu não quis dizer aquilo.
- Não se preocupe, Alberto. Sei como são as coisas. – e fui sincero. De certa forma, já o havia perdoado bem antes.
- Não, Joshua. Quero que realmente me perdoe por tudo. Eu fui um tolo, e você sempre foi um bom rapaz. Seu pai o obrigava a ficar aqui contra sua vontade, mas sempre percebi que você tinha capacidade de arrumar coisa melhor, ao contrário de mim.
- Percebi isso hoje, Alberto. Mas você também tem capacidade para coisas maiores. Tem bom coração, amigo. Só não se deixe mais levar pela ambição dos outros.
- Não, aprendi minha lição. Vou voltar pra minha cidade natal e recomeçar minha vida.
Naquela tarde, eu e Alberto ainda fomos para uma lanchonete e conversamos ainda mais um bocado. Quem nos visse ali, rindo daquele jeito, nem imaginaria que mais cedo ele estava com suas mãos em meu pescoço, tentando me matar.
- Gostaria de ver a cara de Lucíola agora. – ele disse. – Com certeza, ainda está naquele armazém, paralisada! Hahahahhahahaha!!!
- Hahahahahhahahah!! Pois é, imagine você se ela...
Então, pela janela, eu a vi.
Alice.
Pedi licença a Alberto, dizendo que precisava resolver um assunto urgente. Ele não se importou e ainda pagou a conta.
- Esse foi o nosso “lanche do perdão”, certo? – ele disse, e piscou um olho.
Quando cheguei do lado de fora, Alice não estava mais lá.
Mas de alguma forma, eu sabia onde ela estava. E era pra lá que iria.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

MENINA DAS ÁRVORES (intervalo)

Olá leitores e leitoras. Eu sou Alice, a menina das ávores.

Sinto informar, mas hoje não teremos o oitavo capítulo desta saga. Infelizmente, a continuação só virá na semana que vem, dia 07/01/2011.


Espero que todos compreendam.


Obrigada!